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A questão do pós-humano

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Filosofia da Mente e Semiótica: o pós-humano em questão

Professora: Monica Aiub

Sábado, 19 de setembro, das 9:00 às 16:00 horas

Local: Instituto Interseção

Rua Martinico Prado, 26 cj. 25 – Higienópolis – São Paulo – SP

 

Para inscrição – clique aqui

    Com o crescente aumento da longevidade, a incorporação de tecnologias passou a ser uma necessidade em diversos contextos. Além da substituição de partes de nossos corpos por partes artificiais para permitir a manutenção da qualidade de vida em casos de acidentes ou degeneração, há também a substituição para o “aperfeiçoamento” de nossos corpos. Por outro lado, os avanços tecnológicos foram incorporados a nossos modos de conhecer, viver, relacionar, transformando o humano. Se, de um lado, nos transformamos ao incorporarmos tecnologias, tornando-nos seres híbridos, por outro construímos robôs cada vez mais sofisticados, misturamos o material genético a estas construções e, também, criamos seres híbridos. Teremos, então, uma sociedade de pós-humanos? Com o advento e desenvolvimento da era digital, o processo de incorporação de tecnologias tornou-se mais intenso. Ao mesmo tempo em que acoplamos celulares, computadores, chips a nossos corpos, ampliamos o alcance de nossos pensamentos e sentimentos através dos veículos midiáticos. Quais as implicações de tais processos em nossas vidas cotidianas? Como nos constituímos e construímos o mundo que habitamos? Quais os limites do corpo e da subjetividade? Como nos relacionamos com o outro, com a tecnologia, com o planeta? Questões éticas e epistemológicas derivadas do pós-humanismo apontam para problemas da Filosofia da Mente e da Semiótica, que serão abordados no curso.

 

Ementa: O curso de extensão Filosofia da Mente e Semiótica: o pós-humano em questão apresentará as questões éticas e epistemológicas que envolvem o pós-humanismo e suas implicações na vida cotidiana, a partir da perspectiva da Filosofia da Mente e da Semiótica.

Público alvo: Interessados na temática.

Requisitos para cursar: Não há.

Carga horária: 6 horas.

Programa:

Última atualização em Qua, 02 de Setembro de 2015 14:20 Leia mais...
 

Solidão (in)desejada

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Solidão (in)desejada

Por Monica Aiub

"... algumas dessas pessoas consideram muito trabalhoso, cansativo e, às vezes, até desagradável, encontrar o outro presencialmente"

       Observo, no consultório de filosofia clínica, algumas questões recorrentes. Uma, que tem se destacado ultimamente, é o fato de um número significativo de pessoas sentir-se só, desejar o convívio, queixar-se de não haver espaço nem tempo para conviver com outras pessoas, mas ao mesmo tempo evitar o convívio social, isolar-se em sua casa, muitas vezes em seu quarto, restringindo cada vez mais as possibilidades de encontro.

       Ao mesmo tempo, ainda, algumas dessas pessoas encontram-se praticamente o dia inteiro conectadas a muitas outras pessoas em seus computadores e celulares, mas sentem-se solitárias, carentes de convívio presencial, desejando, simultaneamente, jamais encontrar as pessoas com quem se comunicam. Algumas dessas pessoas têm dificuldade, inclusive, de sair de suas casas para ir ao consultório, propõem a clínica virtual: "Pode ser por skype, por e-mail ou por telefone?", perguntam.

Texto publicado no site Vya Estelar. Para ler o restante do texto, clique aqui.

Última atualização em Sex, 21 de Agosto de 2015 03:01
 

Filosofia da mente e semiótica

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Curso de Extensão

Filosofia da Mente e Semiótica: o pós-humano em questão

Professora: Monica Aiub

Segundas, das 19:00 às 21:00 horas

Início: 24 de agosto

Local: Instituto Interseção

Rua Martinico Prado, 26 cj. 25 – Higienópolis – São Paulo – SP

Para inscrição – clique aqui

               Com o crescente aumento da longevidade, a incorporação de tecnologias passou a ser uma necessidade em diversos contextos. Além da substituição de partes de nossos corpos por partes artificiais para permitir a manutenção da qualidade de vida em casos de acidentes ou degeneração, há também a substituição para o “aperfeiçoamento” de nossos corpos. Por outro lado, os avanços tecnológicos foram incorporados a nossos modos de conhecer, viver, relacionar, transformando o humano. Se, de um lado, nos transformamos ao incorporarmos tecnologias, tornando-nos seres híbridos, por outro construímos robôs cada vez mais sofisticados, misturamos o material genético a estas construções e, também, criamos seres híbridos. Teremos, então, uma sociedade de pós-humanos? Com o advento e desenvolvimento da era digital, o processo de incorporação de tecnologias tornou-se mais intenso. Ao mesmo tempo em que acoplamos celulares, computadores, chips a nossos corpos, ampliamos o alcance de nossos pensamentos e sentimentos através dos veículos midiáticos. Quais as implicações de tais processos em nossas vidas cotidianas? Como nos constituímos e construímos o mundo que habitamos? Quais os limites do corpo e da subjetividade? Como nos relacionamos com o outro, com a tecnologia, com o planeta? Questões éticas e epistemológicas derivadas do pós-humanismo apontam para problemas da Filosofia da Mente e da Semiótica, que serão abordados no curso.

Ementa: O curso de extensão Filosofia da Mente e Semiótica: o pós-humano em questão apresentará as questões éticas e epistemológicas que envolvem o pós-humanismo e suas implicações na vida cotidiana, a partir da perspectiva da Filosofia da Mente e da Semiótica.

Público alvo: Interessados na temática.

Requisitos para cursar: Não há.

Carga horária: 24 horas.

Programa:

Última atualização em Qua, 19 de Agosto de 2015 03:53 Leia mais...
 

Lógica Aristotélica

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Curso de Extensão

 

Lógica Aristotélica: Um estudo sobre o texto Primeiros Analíticos

Professora: Monica Aiub

Segundas, das 16:30 às 18:30 horas

Início: 24 de agosto

Local: Instituto Interseção

Rua Martinico Prado, 26 cj. 25 – Higienópolis – São Paulo – SP

 

Para inscrição – clique aqui

 

Considerando o lugar de destaque que a lógica ocupa em nossa sociedade, fazendo-se necessária para expressarmos e defendermos nossas opiniões; para reivindicarmos nossos direitos; para conhecermos o mundo a nossa volta, para pensarmos juntos e dialogarmos e para muitas outras atividades, e considerando o quanto seu estudo é negligenciado, propomos o curso Lógica Aristotélica: um estudo sobre o texto Primeiros Analíticos. No qual, a partir da leitura do texto de Aristóteles, serão apresentadas a estrutura e as regras do silogismo dedutivo, assim como sua aplicação ao cotidiano, seja na leitura da realidade ou na validação dos discursos.

Ementa: O curso de extensão Lógica Aristotélica: um estudo sobre o texto Primeiros Analíticos será um estudo, passo a passo, dos elementos fundamentais da teoria do silogismo de Aristóteles. Com destaque para a estrutura dos argumentos, suas regras e suas aplicações na sociedade contemporânea, auxiliando a identificar os argumentos válidos e não válidos.

Público alvo: Profissionais e estudantes que trabalham com o raciocínio lógico ou com a linguagem formal, e demais interessados em estudar ou aprofundar seus estudos em lógica aristotélica.

Requisitos para cursar: Não há.

Carga horária: 24 horas.

Programa:

Última atualização em Qui, 13 de Agosto de 2015 15:08 Leia mais...
 

Projeto Jovens Pesquisadores: Que projeto de país queremos?

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A Editora FiloCzar e o Instituto Interseção têm o prazer de retomar o Projeto Jovens Pesquisadores, que rendeu inúmeros frutos. Estudantes e professores do Ensino Médio são os nossos convidados de honra. O Projeto será desenvolvido a partir das perspectivas e necessidades dos participantes, que serão orientados singularmente no desenvolvimento de pesquisas sobre temáticas de seu interesses.

Próximo encontro: 06 de setembro, das 15 às 17 horas

Local: Editora & Livraria FiloCzar - Rua Durval Guerra de Azevedo, 511 - Parque Santo Antônio - São Paulo - SP

No dia 6 de setembro estudaremos o pensamento de Ernest Bloch, apresentado pelo professor Fabrício Aleixo de Brito. A seguir, um breve texto sobre o tema que será estudado.

Ernest Bloch: um olhar sobre as relações humanas

Fabrício Aleixo de Brito

Ernst Bloch é um filósofo alemão contemporâneo de grande relevância para o debate sobre a ideia de comunidade, isto é, de uma efetivação autêntica das relações humanas. Pautado nas teses de Marx, Bloch visa desobstruir a realidade forjando categorias filosóficas com o intuito de uma abertura do objeto, isto é, da sociedade dominada pelos valores burgueses.

De acordo com Bloch, a ideologia burguesa de mundo naturaliza a realidade, de modo que não haja relação genuína entre os homens, mas, tão somente, um condicionamento de uma determinada forma de ver o mundo. Para Bloch, o ser burguês, isto é, a falsa consciência forjada pelo capital, não permite o estabelecimento de uma comunidade humana porque obstrui a lógica social, inviabilizando a livre construção do sujeito através das experiências dadas pelo mundo.

Com efeito, Bloch visa a superação do entrave ideológico ao constatar que o próprio método do materialismo-dialético ainda não foi esgotado. Para tanto, o autor identifica em toda produção cultural humana - literatura, contos, religião, arquitetura-, conteúdos ocultos no objeto que acabam sendo impedidos de sua livre manifestação. Dessa forma, Bloch constata que a ideologia burguesa mantém o real abstrato ao inviabilizar a síntese de tais conteúdos.

Ao forjar categorias como: o “ainda-não”, “sonhos diurnos”, a intenção de Bloch é exatamente a abertura da realidade, a movimentação da lógica para que tais conteúdos incubados possam ser sintetizados e, dessa maneira, possam movimentar a realidade de acordo com o processo que, segundo Bloch, tem como meta o aparecimento da forma do ser social. Logo, com a sintetização de tais conteúdos, a forma do ser social traria presença as relações humanas, reorientando a forma como o homem percebe o mundo e sua própria experiência existencial.

Sobre o Projeto:
Última atualização em Ter, 01 de Setembro de 2015 00:12 Leia mais...
 

Formação em Filosofia Clínica

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Formação em Filosofia Clínica - Turmas em 2016

Informações sobre formação em Filosofia Clínica

          O curso de formação em Filosofia Clínica, na cidade de São Paulo, é oferecido pelo Instituto Interseção de acordo com as normas da Comissão de Implantação de Cursos e do Conselho de Ética da ANFIC. O processo de formação é dividido em duas etapas, sendo composto pelo Curso Básico de Formação em Filosofia Clínica e Curso Avançado de Formação em Filosofia Clínica.

O Curso Básico é destinado à formação geral em Filosofia Clínica, habilitando à pesquisa na área. Para cursá-lo é necessário ser graduado em curso superior. O Curso Avançado consiste na segunda etapa da formação, com habilitação à Clínica. São requisitos para o Curso Avançado: possuir graduação em Filosofia, ter cursado e sido aprovado no Curso Básico de Formação em Filosofia Clínica, ter cumprido as etapas necessárias da clínica didática.

O certificado do curso é assinado pelo Instituto Interseção, e o caráter do curso é de formação, sendo requisito para a atividade em Filosofia Clínica.

 

Curso Básico de Formação em Filosofia Clínica

Público Alvo: O curso destina-se a graduados em curso superior, interessados em refletir acerca de questões que envolvem o ser humano em seus modos de ser, pensar, agir e relacionar-se. Profissionais das áreas de saúde, educação, comunicação e outras que atuam diretamente com seres humanos, podem encontrar nesta área um excelente instrumento para auxiliar seus trabalhos e pesquisas.

Objetivo: Aquisição dos fundamentos da Filosofia Clínica, visando a preparação para a pesquisa na área, e de instrumentos para o conhecimento e diagnose das questões humanas em diferentes áreas de atuação. Para os graduados em filosofia, preparação e requisito para o curso avançado – no qual ocorrerá a formação para o exercício da clínica.

Requisitos para matrícula: Ser graduado em curso superior e ser aprovado no processo seletivo.

Ementa: O curso apresentará o instrumental da Filosofia Clínica relacionando-o à sua gênese e aplicabilidade ao cotidiano. Seu principal enfoque é disponibilizar o conhecimento produzido na Filosofia para lidar com as questões que nos incomodam, desenvolvendo uma atividade de ajuda ao outro.

Tempo de Curso: 18 meses

Carga Horária: 444 horas

Periodicidade e horário: Um final de semana ao mês (sábado e domingo) das 9 às 16 horas

Local: Rua Martinico Prado, 26 cj. 25 – Higienópolis – São Paulo - SP

Mensalidade: 18 parcelas de R$ 380,00 (trezentos e oitenta reais)

Inscrição para turma 2015:  Os interessados deverão enviar currículo e carta expondo os motivos de seu interesse no curso para monica_aiub@uol.com.br , contendo telefone e/ou e-mail para marcarmos entrevista.

Processo de seleção: Será feito por análise de currículos e entrevistas.

Matrícula: será efetivada após processo seletivo, com preenchimento de ficha de matrícula, pagamento de taxa de matrícula (R$ 150,00) e entrega de documentos.

Início das aulas: março de 2016

Professora Titular: Monica Aiub – Filósofa Clínica

Professores Adjuntos: César Mendes da Costa - Filósofo Clínico, Carlos Copelli Neto e Márcia Avelino - Especialistas em Filosofia Clínica.

Professores Convidados:

Neysa Campos - Médica

                                  

Informaçõesmonica_aiub@uol.com.br

Telefones:     (011) 3337-0631 ou 97045-3499

Última atualização em Sáb, 24 de Outubro de 2015 13:35
 

Filosofia Clínica para Profissionais da Saúde

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Curso de Extensão

Filosofia Clínica para profissionais da saúde

Professores: Monica Aiub e César Mendes da Costa

Sextas, das 9 às 11 horas

Início: 06 de março

Local: Instituto Interseção

Rua Martinico Prado, 26 cj. 25 – Higienópolis – São Paulo – SP

Para inscrição – clique aqui

 

O trabalho na área da saúde coloca seus profissionais, diariamente, diante de questões existenciais, sejam elas suas, dos pacientes ou de outros profissionais com os quais trabalham: Como lidar com as consequências de uma dor inevitável? Como lidar com as perdas e limitações oriundas de determinadas doenças? Como lidar com a perspectiva de morte iminente? Como alterar hábitos diante de uma nova condição de saúde? Como lidar com o sofrimento gerado pela doença, pela morte, pelas limitações? Qual o sentido da existência diante da morte, da dor? Quais os limites éticos de sua atuação profissional? Quais os limites de sua responsabilidade pela condição do paciente? Como dar uma “notícia difícil”? Quando seu trabalho é cuidar, como cuidar de si?

Como constatou Lúcio Packter, sistematizador da filosofia clínica, a medicina desenvolveu instrumentos para lidar com as doenças, mas não possui instrumentos suficientes para lidar com questões de natureza existencial, como as aqui citadas. Foi esta constatação que o levou a criar a filosofia clínica como um instrumento para abordar tais questões.

A filosofia, desde suas origens, destina-se a refletir sobre as questões da vida. Todo o conhecimento, produzido no decorrer da História da Filosofia, nos oferece um rico instrumental para lidar com as questões cotidianas. Diante das questões existenciais, das constantes inquietações, dos problemas que se avolumam e se agravam com o desenvolvimento tecnológico, a filosofia reassume seu papel original: refletir sobre as questões que a realidade nos apresenta, oferecendo-nos valiosos conhecimentos para lidarmos com elas.

O curso de extensão Filosofia Clínica para profissionais da saúde apresentará o instrumental da filosofia clínica aplicado às questões da saúde, com o objetivo de auxiliar o profissional desta área a lidar com as questões existenciais que surgem em sua prática cotidiana.

Última atualização em Seg, 26 de Janeiro de 2015 18:49 Leia mais...
 

Filosofia Clínica para professores

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Curso de Extensão

Filosofia Clínica para professores

Local: Instituto Interseção - Rua Martinico Prado, 26 cj. 25 - Santa Cecília - São Paulo - SP

Segundas, das 14h30min às 16h30min horas

Início: 23 de março

Para inscrição – clique aqui

 

A filosofia, desde suas origens, destina-se a refletir sobre as questões da vida. Todo o conhecimento, produzido no decorrer da História da Filosofia, nos oferece um rico instrumental para lidar com as questões cotidianas. Diante das questões existenciais, das constantes inquietações, dos problemas que se avolumam e se agravam com o desenvolvimento tecnológico, a filosofia reassume seu papel original: refletir sobre as questões que a realidade nos apresenta, oferecendo-nos valiosos conhecimentos para lidarmos com elas.

Professores lidam, diariamente, com questões existenciais, sejam elas suas, dos estudantes ou dos demais profissionais com os quais trabalham. Indisciplina, dificuldades no processo de aprendizagem, dificuldades no convívio, projetos pautados em teorias distantes da realidade escolar, cobrança de resultados que desconsideram os contextos, são alguns dos entraves do cotidiano educacional.

 

Última atualização em Seg, 26 de Janeiro de 2015 20:42 Leia mais...
 

Introdução à Lógica

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Curso de Extensão

Introdução à Lógica

Professora: Monica Aiub

Segundas, das 16:30 às 18:30 horas

Início: 23 de março

Local: Instituto Interseção

Rua Martinico Prado, 26 cj. 25 – Higienópolis – São Paulo – SP

 

Para inscrição – clique aqui

 

             O que é lógica? Para que serve o estudo da lógica? Como afirmou Charles Sanders Peirce, poucas pessoas se dedicam ao estudo da lógica, porque a maioria considera que sabe raciocinar. Sabemos de fato ou conhecemos apenas nossa própria forma de raciocinar? Nossa forma de raciocínio nos permite conhecer a realidade ou apenas concluir aquilo que o mundo nos parece ser, sem uma correta investigação sobre o real? Nossa forma de raciocínio nos permite conhecer o que, de fato, pensa o outro?

        Apesar de ter seu estudo negligenciado por muitos, a lógica ocupa, em nossa sociedade, um lugar de destaque. Para defendermos nossas opiniões, para reivindicarmos nossos direitos, para provarmos que não estamos malucos diante de posicionamentos divergentes, para conhecermos o mundo a nossa volta, para pensarmos juntos e dialogarmos, e para muitas outras atividades, precisamos de lógica.

              Por outro lado, mesmo os cursos que possuem em seu currículo o estudo da lógica, dificilmente lhe dão o destaque, o tempo e a atenção necessários. Por isso, muitos estudantes concluem seus estudos tendo em seu currículo lógica, mas sem o estudo suficiente e, ainda, com um certo temor à disciplina.

           Para suprir a carência de estudos sobre lógica, propomos o curso Introdução à Lógica. Ele será o primeiro curso de uma série, que pretende estudar, passo a passo, no ritmo necessário aos estudantes, os elementos fundamentais da lógica e sua aplicação ao cotidiano, seja na leitura da realidade, ou na validação dos discursos.

Última atualização em Qui, 19 de Março de 2015 16:59 Leia mais...
 

Filosofia da neurociência

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Curso de Extensão

Filosofia da Neurociência e Filosofia Clínica:

A questão dos diagnósticos

Professores: Monica Aiub e César Mendes da Costa

Sextas, das 11 às 13 horas

Início: 06 de março

Local: Instituto Interseção

Rua Martinico Prado, 26 cj. 25 – Higienópolis – São Paulo – SP

Para inscrição – clique aqui

 

No consultório de filosofia clínica surgem assuntos relacionados a questões também abordadas em neurociência, tais como: leitura de mentes; emoções e neurotransmissores; comportamento, livre arbítrio e determinação neural; diagnósticos de transtornos mentais; concentração, memória e funcionamento cerebral; afetos, sentimentos e hormônios; entre outras. Com a grande difusão nos meios de comunicação acerca das pesquisas neurocientíficas, muitos mitos são criados em torno do funcionamento neuronal; muitas expectativas são criadas, no sentido de solucionar problemas relacionados à existência a partir de intervenções medicamentosas, cirúrgicas ou via mudança de hábitos. Quais os fundamentos de tais expectativas? O que, de fato, a neurociência nos revela acerca das questões existenciais? É lícito compreender o funcionamento da sociedade e explicar o comportamento humano a partir do funcionamento do cérebro? Quais os limites de aplicação dos conhecimentos neurocientíficos? Quais as mútuas contribuições entre neurociência e filosofia, e em especial filosofia clínica? Estas serão algumas das questões abordadas neste curso, tendo como ponto de partida a questão dos diagnósticos.

Última atualização em Seg, 26 de Janeiro de 2015 19:17 Leia mais...
 

Palestra Gratuita

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Palestra Gratuita no COREN Educação

Filosofia Clínica para profissionais da saúde

Com Monica Aiub

Dia 27 de fevereiro, sexta-feira, 9 horas

Local: Coren Educação

Rua Dona Veridiana, 298 – Higienópolis – São Paulo – SP

Para participar é necessário fazer inscrição. Para inscrição – clique aqui

 

O trabalho na área da saúde coloca seus profissionais, diariamente, diante de questões existenciais, sejam elas suas, dos pacientes ou de outros profissionais com os quais trabalham: Como lidar com as consequências de uma dor inevitável? Como lidar com as perdas e limitações oriundas de determinadas doenças? Como lidar com a perspectiva de morte iminente? Como alterar hábitos diante de uma nova condição de saúde? Como lidar com o sofrimento gerado pela doença, pela morte, pelas limitações? Qual o sentido da existência diante da morte, da dor? Quais os limites éticos de sua atuação profissional? Quais os limites de sua responsabilidade pela condição do paciente? Como dar uma “notícia difícil”? Quando seu trabalho é cuidar, como cuidar de si?

Última atualização em Sáb, 31 de Janeiro de 2015 16:35 Leia mais...
 

Sociedades Modeladas

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Sociedade está modelada molecularmente

por Monica Aiub

"Se buscamos medicamentos que alterem nossos cérebros para que possamos suportar nossa existência, é por que não acreditamos que nosso existir possa ser modificado."

"O grande prestígio da neurociência nas sociedades contemporâneas nasce da desesperança de que elas possam mudar. O sofrimento com males sociais é um drama que passou a ser vivido como se fosse responsabilidade individual, por isso, quando há algo errado com uma pessoa, a primeira hipótese que se levanta é a de que ela precisa de socorro farmacológico, ou seja, que a solução para seu problema precisa ser buscada em nível molecular. As drogas psiquiátricas, por estarem cada vez mais disponíveis, se tornaram soluções individuais para males coletivos, e é isso que faz com que elas tenham cada vez mais sucesso." (João Teixeira, Filosofia do Cérebro, p. 79)

Inicio este artigo com a citação de João Teixeira, que abre a conclusão de seu livro Filosofia do Cérebro (Paulus, 2012). Já comentei este livro em artigos anteriores, e o trago novamente à discussão dada a sua importância no contexto em que vivemos. O livro trata de uma filosofia da neurociência, ou seja, uma reflexão sobre suas bases epistemológicas, lógicas, metafísicas e, principalmente, sobre suas implicações éticas e políticas.

A neurociência ocupa, hoje, o lugar de ciência que serve como fundamento a outras ciências. Queremos explicar a vida, a sociedade, o universo a partir do estudo dos neurônios. Não que estes não nos permitam saber mais sobre nós mesmos e sobre o mundo em que vivemos, mas seu estudo não tem abrangência suficiente para responder a questões de todas as naturezas.

Gilbert Ryle, em Dilemas, nos mostra que muitos dos dilemas que vivemos hoje não são de fato dilemas, são apenas falsos dilemas, gerados por transgressões categoriais, ou seja, colocamos numa mesma categoria elementos que pertencem a categorias distintas. Por exemplo, tentamos responder questões científicas com argumentos religiosos, ou vice-versa.

Não estaríamos fazendo isso quando tentamos explicar e resolver males sociais com interferências na bioquímica do cérebro dos indivíduos, ao invés de pesquisarmos formas para resolvermos os problemas sociais que nos afligem? Insatisfação com o trabalho? Tome medicamento! Problemas nos relacionamentos interpessoais? Tem medicamento! Angústia diante da discriminação e da violência? Mais medicamentos! Tristeza por que seus projetos não estão se concretizando? Tem remédio! Indisciplina na escola? O psiquiatra resolve! Ansiedade gerada pela exigência de padrões de vida e consumo? A indústria farmacêutica tem a solução... São muitos os problemas que dizem respeito a nossos modos de vida em sociedade que tendem a ser solucionados com intervenções medicamentosas. Será que este caminho resolve os problemas?

No mesmo livro, João Teixeira afirma: "O consumo de medicamentos parece afetar as emoções associadas a estados mentais, mas não sabemos ainda se esses estados mentais são de fato modificados. Por exemplo, impulsos suicidas podem ser aliviados por algum tipo de ansiolítico ou neuroléptico. Contudo, isso não significa que possamos afirmar que a ideação suicida tenha sido eliminada ou afetada pela medicação. Um ansiolítico pode atuar apenas para ajudar a esquecê-la ou adiá-la temporariamente. É por isso que podemos questionar se antidepressivos alteram ou suprimem estados mentais e supor que esse tipo de efeito constitua uma evidência em favor da ideia de que a mente é inteiramente determinada pelo cérebro." (2012, p. 27).

Desconhecemos o funcionamento do mental e queremos explicá-lo por algo que também desconhecemos: o cérebro. Mais do que explicá-lo, queremos modelá-lo. Contudo, como questiona João Teixeira, o medicamento modifica nossas ideias ou apenas as atenua? Modifica nossas emoções ou apenas as contêm? Elimina nossas dores, ou apenas as anestesia? São questões que não temos como responder exatamente. Ainda assim, tendemos a responder a estas e muitas outras questões com base no princípio que alterar estados cerebrais corresponde a alterar estados mentais; e que estados cerebrais são alterados pelo funcionamento bioquímico do organismo. Temos alguns indicativos que confirmam a segunda hipótese, mas para a primeira, nossas pesquisas ainda são, de fato, incipientes.

Mas o que quero destacar aqui, é a primeira frase da citação com que inicio o artigo, que afirma que "O grande prestígio da neurociência nas sociedades contemporâneas nasce da desesperança de que elas possam mudar". Se buscamos medicamentos que alterem nossos cérebros para que possamos suportar nossa existência, é por que não acreditamos que nosso existir possa ser modificado. Mas quem disse que o modo como existimos é a única possibilidade? Quem garante que estamos determinados a viver de acordo com padrões que não são condizentes com nossas necessidades? Precisamos, de fato, extirpar a angústia, ou podemos considerá-la como um indicativo de necessidade de mudança?

Texto publicado na íntegra no site Vya Estelar. Para ler mais, clique  aqui

Última atualização em Sex, 03 de Outubro de 2014 15:39
 

Como conviver com quem pensa diferente de mim?

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Como conviver com quem pensa diferente de mim?

por Monica Aiub

"Não se trata da defesa do individualismo, ao contrário, trata-se de constatar nossas diferenças, respeitá-las e conviver com elas..."

Muitas das questões que surgem nos consultórios de filosofia clínica dizem respeito à convivência. Como conviver, como partilhar o mesmo mundo, como coexistir... parecem ser questões comumente encontradas na contemporaneidade. Mais especificamente, o que se coloca como problema é conviver com o diferente, com aquele que não pensa como eu, que não é como sou, que não quer viver como eu vivo.

É interessante observar que, durante a história da humanidade, a diferença já causou muito espanto, muito desentendimento, muitas guerras. Caminhamos, em nossa história, tentando anular, dizimar as diferenças, afirmando nossa igualdade a qualquer preço. Àqueles que por algum motivo qualquer não são vistos como iguais, esta história impôs a transformação, a dizimação, ou a exclusão da categoria de ser humano, permitindo escravizá-los, bani-los, matá-los, interditá-los. Este erro histórico já causou muitos males a muitas pessoas, enquanto, por outro lado, gerou muitos benefícios e lucros a outras. Talvez pelo benefício daqueles que se aproveitam de situações tão crueis, prossigamos, ainda, com os preconceitos que nos impedem de conviver, de aceitar que o outro simplesmente seja diferente de nós.

Por outro lado, é exatamente o diferente que nos faz questionar nossas crenças, que nos provoca a pensar em formas distintas de viver, que nos ensina algo além daquilo que nossos limites existenciais nos impõem. Quantas vezes ampliamos nossos horizontes, criamos novas possibilidades, descobrimos mundos que nos eram desconhecidos, porque alguém simplesmente esteve presente em nossas vidas, e nos provocou a ver o que jamais havíamos visto? A pensar no que jamais havíamos pensado? 

Quantas vezes você já se perguntou sobre o que é este mundo no qual você vive, e quais as possibilidades de vida que nele existem? Mais do que observar a diversidade e a legitimidade destas diversas formas, a questão que trago aqui é o direito de viver, de ser aquilo que se é, mas sê-lo no convívio com o outro, na partilha das diferentes formas de viver. 

A ideia de unidade é ilusória. Por mais que tenhamos semelhanças, somos seres singulares. Não se trata da defesa do individualismo, ao contrário, trata-se de constatar nossas diferenças, respeitá-las e conviver com elas, respeitando o outro em seu modo de ser, encontrando formas de convívio. E isto não se dá individualmente, num pensar solitário e isolado do mundo, dá-se no diálogo, no convívio, na compreensão e na construção da vida em relação, junto com o outro. Não é possível pensar sobre a vida coletiva isoladamente; nem é possível que alguns poucos definam como deve ser a vida de todos, ou quais as melhores formas de vida e convívio. 
Por isso optamos viver numa democracia, onde o critério é a escolha da maioria. Temos direito a voz e voto, temos direito à participação. 

Nas últimas semanas, muitas foram as questões, no consultório, que se relacionaram às eleições. Não necessariamente a escolha de um ou de outro candidato, mas a intolerância e o desrespeito por parte de muitos eleitores que trataram pessoas que pensam de modo diferente deles com extrema violência, a ponto de alguns ofenderem amigos, terminarem a amizade, agredirem verbalmente e, em casos extremos, agredirem fisicamente. Outros, inconformados por seu candidato não ter sido eleito, sugeriram separatismo, ditadura e outras formas que só demonstram a incapacidade de aceitar a democracia e a diferença.

Texto publicado na íntegra no site Vya Estelar. Para ler mais, clique  aqui

 

Felicidade Artificial ou razões para a tristeza

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Na sociedade da ditadura da felicidade, estar triste equivale a adoecer.

Monica Aiub

Qual a relação entre felicidade e depressão? 

Ao tratar sobre como alguns conceitos da neurociência foram incorporados em nossa linguagem comum, João Teixeira, no livro Filosofia do Cérebro, aponta para um dado significativo de nossa linguagem hoje: não ficamos mais tristes, ficamos deprimidos. Esse uso comum do termo depressão para estados como a tristeza não é meramente uma questão de linguagem. É uma questão conceitual.

Não há espaço para a tristeza em nossa sociedade. Ainda que falemos muito de situações tristes, calamidades, injustiças, violência, tais situações são banalizadas e é traçado um "limite do aceitável" para entristecer-se com elas. Morte, limitações, frustrações, doenças também são banalizadas. Há um momento certo para entristecer-se, afinal todo mundo fica triste, e um caminho comum para lidar com a tristeza e "sair dela" o quanto antes. Supere, pense positivo, procure um médico, tome medicamento... enfim, receitas para superar aquilo que "todo mundo supera".

Contudo, há situações na vida em que a questão não é superar algo e conviver com isso, num movimento interno. Há situações em que a tristeza será o elemento fundamental para que possamos transformar nossas vidas, para que possamos rever os caminhos que escolhemos para construir nosso existir, para organizar nossa sociedade.

Se simplesmente eliminarmos a tristeza com uma felicidade artificial, como já abordado em artigo anterior, não conseguiremos sequer perceber a necessidade de mudança. Isto não significa que devamos optar pelo caminho do sofrimento, da dor, como uma medida, uma regra. Significa, simplesmente, que é preciso observar as próprias emoções e como elas se relacionam com aquilo que vivemos cotidianamente. É preciso observar também as próprias crenças, e qual a relação delas com o real, assim como com a condução de nosso agir.

Não existe uma receita, uma medida, um único caminho para viver. Não existe uma única opção válida. Há muitas e diferentes formas de viver, e elas são validadas pela relação que estabelecemos com o mundo e com os outros que coabitam este mundo conosco. Nossas emoções, entre as quais a alegria e a tristeza, são elementos importantes a serem considerados, mas não há um estado único e imutável que defina o quanto devamos ser alegres ou tristes, felizes ou infelizes.

Texto publicado na íntegra no site Vya Estelar. Para ler mais, clique  aqui

 

 

 


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Curso Básico de Formação em Filosofia Clínica Turma 2016 - Início em maio

 

Cursos de Extensão -  1º Semestre 2016 - inscrições abertas

Junho

Transtornos mentais e filosofia clínica (quartas, das 19:30 às 22:30, de 15 de junho a 6 de julho)
Intencionalidade: uma abordagem a partir do Naturalismo Biológico de John Searle (sábado, 4 de junho, das 9 às 16 horas)

 

Cursos já realizados em 2016


Maio

Introdução à Filosofia da Mente (quartas, das 19:30 às 22:30, de 4 de maio a 01 de junho)

Por que utilizamos metáforas e como as significamos? Um estudo sobre o texto Expressão e Significado de John Searle (sábado, 14 de maio, das 9 às 16 horas)

Abril

Filosofia Clínica e Educação (quartas, das 19:30 às 22:30, de 6 a 20 de abril)

A intuição em Bergson (sábado, 9 de abril, das 9 às 16 horas)

Março

 A lógica dos diagramas e o pensamento diagramático (segundas, das 16:30 às 18:30, de 14 de março a 30 de maio)

 Vivências em Filosofia Clínica (quartas, das 19:30 às 22:30, de 2 a 30 de março)

 Deleuze, filosofia e arte: Pensar e sentir a existência (sábado, 5 de março, das 9 às 16 horas)

 Causação mental: Corpo, pensamento e saúde (sábado, 19 de março, das 9 às 16 horas)

 

Cursos realizados em 2015

Lógica Aristotélica: Um estudo sobre o texto Primeiros Analíticos

Nietzsche e a Filosofia Clínica: A questão dos valores (6 horas - 12 de dezembro)


Nietzsche e a Filosofia Clínica: É possível tornar-se? (6 horas - 28 de novembro)

O problema mente-cérebro: diálogos entre Filosofia da Mente e Filosofia da Neurociência (6 horas - 7 de novembro)

Introdução às Teorias da Mente (6 horas - 17 de outubro)

Canguilhem e o conceito de normalidade: um estudo epistemológico (6 horas - 26 de setembro)

Filosofia da Mente e Semótica: o pós-humano em questão (6 horas - 19 de setembro)

Tomada de decisão: fundamentos em filosofia, psicologia e neurociência (6 horas - 12 de setembro)

Filosofia clínica e filosofia prática: aproximações e distinções (3 horas - 29 de agosto)

Filosofia Clínica para profissionais da saúde

Filosofia da Neurociência Filosofia da Mente  e Filosofia Clínica

Filosofia Clínica para professores

Introdução à Lógica

Conhecimento e autoconhecimento em Filosofia Clínica

Introdução à Filosofia

Mediação de Leitura

Neuroeducação