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Projeto Jovens Pesquisadores: Que projeto de país queremos?

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A Editora FiloCzar e o Instituto Interseção têm o prazer de retomar o Projeto Jovens Pesquisadores, que rendeu inúmeros frutos. Estudantes e professores do Ensino Médio são os nossos convidados de honra. O Projeto será desenvolvido a partir das perspectivas e necessidades dos participantes, que serão orientados singularmente no desenvolvimento de pesquisas sobre temáticas de seu interesses.

Próximo encontro: 06 de setembro, das 15 às 17 horas

Local: Editora & Livraria FiloCzar - Rua Durval Guerra de Azevedo, 511 - Parque Santo Antônio - São Paulo - SP

No dia 6 de setembro estudaremos o pensamento de Ernest Bloch, apresentado pelo professor Fabrício Aleixo de Brito. A seguir, um breve texto sobre o tema que será estudado.

Ernest Bloch: um olhar sobre as relações humanas

Fabrício Aleixo de Brito

Ernst Bloch é um filósofo alemão contemporâneo de grande relevância para o debate sobre a ideia de comunidade, isto é, de uma efetivação autêntica das relações humanas. Pautado nas teses de Marx, Bloch visa desobstruir a realidade forjando categorias filosóficas com o intuito de uma abertura do objeto, isto é, da sociedade dominada pelos valores burgueses.

De acordo com Bloch, a ideologia burguesa de mundo naturaliza a realidade, de modo que não haja relação genuína entre os homens, mas, tão somente, um condicionamento de uma determinada forma de ver o mundo. Para Bloch, o ser burguês, isto é, a falsa consciência forjada pelo capital, não permite o estabelecimento de uma comunidade humana porque obstrui a lógica social, inviabilizando a livre construção do sujeito através das experiências dadas pelo mundo.

Com efeito, Bloch visa a superação do entrave ideológico ao constatar que o próprio método do materialismo-dialético ainda não foi esgotado. Para tanto, o autor identifica em toda produção cultural humana - literatura, contos, religião, arquitetura-, conteúdos ocultos no objeto que acabam sendo impedidos de sua livre manifestação. Dessa forma, Bloch constata que a ideologia burguesa mantém o real abstrato ao inviabilizar a síntese de tais conteúdos.

Ao forjar categorias como: o “ainda-não”, “sonhos diurnos”, a intenção de Bloch é exatamente a abertura da realidade, a movimentação da lógica para que tais conteúdos incubados possam ser sintetizados e, dessa maneira, possam movimentar a realidade de acordo com o processo que, segundo Bloch, tem como meta o aparecimento da forma do ser social. Logo, com a sintetização de tais conteúdos, a forma do ser social traria presença as relações humanas, reorientando a forma como o homem percebe o mundo e sua própria experiência existencial.

Sobre o Projeto:

Muitas das questões observadas nos consultórios de filosofia clínica têm origem na falta de orientação para a definição e realização das buscas que caracterizam o modo de ser de cada um de nós. Muitos jovens, sem conhecimento de seu potencial e das possibilidades de realização em seu entorno, acabam por construir formas de vida não desejadas a si, desenvolvendo, muitas vezes, transtornos para suas existências. Desmotivados pela falta de perspectiva, muitos destes jovens buscam respostas na alienação das drogas, lícitas ou ilícitas, criando quadros que afetam não somente sua saúde, mas todo um contexto familiar, social. Outros apresentam sintomas depressivos, tornando problemas que inicialmente eram existenciais, problemas da área da saúde.

A Educação, lugar de formação e informação destes jovens, nem sempre atende a suas demandas, oferecendo, por vezes, elementos que não são suficientemente capazes de abrir novas possibilidades aos educandos.

Tendo, a filosofia clínica, um instrumental de escuta e compreensão do ser humano, consideramos, dadas experiências anteriores, que sua metodologia possa ser aplicada para realizar a escuta acerca do que buscam estes jovens, assim como para auxiliá-los na construção de suas buscas.

Discutir as questões da educação supõe, anteriormente, um projeto de país, e isto não se faz solitariamente. É preciso, segundo nossa compreensão, que tal discussão dê voz aos mais interessados: os jovens discentes. O objetivo de ouvi-los é permitir que os docentes organizem seu trabalho de modo a propiciar os elementos necessários para a reflexão e a construção de modos de vida condizentes com as necessidades e possibilidades de seus estudantes.

Temos consciência das dificuldades, dos limites estruturais, mas cremos ser possível, através da criação de uma rede de orientação e do incentivo à formação de jovens pesquisadores, já na Educação Básica, dar passos significativos, que contribuam para o desenvolvimento do projeto de vida de cada um e de todos nós.

Com base nas pesquisas desenvolvidas por nosso grupo de estudos Filosofia Clínica e Educação, e na primeira fase do Projeto Jovens Pesquisadores, realizada em 2012, propomos a formação de um grupo constituído por docentes e discentes – em princípio do Ensino Médio – a fim de ouvirmos os estudantes e pensarmos, juntos, sobre as melhores formas de atuação para uma formação mais adequada aos jovens estudantes.

Partindo da postura filosófica que supõe a pesquisa, a investigação constante, os jovens participantes serão orientados a desenvolver suas pesquisas, através de uma Iniciação Científica, que terá como ponto de partida a escuta das demandas de cada estudante, e o encaminhamento das orientações por profissionais especializados nos assuntos levantados.

Também serão fomentadas as reflexões acerca do tema: “Que projeto de país queremos?”, considerando sua importância para a condução dos modos de vida singulares e coletivos.

O projeto pretende, passados alguns meses, promover um Encontro de Filosofia Clínica e Educação, totalmente organizado pelos discentes, e composto por mesas temáticas que apresentarão os trabalhos de pesquisa realizados pelos estudantes no período. Os docentes e orientadores participantes apresentarão neste evento um painel, em formato pôster, sobre como desenvolveram a orientação dos trabalhos.

Inicialmente, o projeto envolverá jovens pesquisadores na cidade de São Paulo, preferencialmente da Rede Pública de ensino. Contudo, nossa pretensão é formar uma rede solidária que extrapole os limites da Rede Pública, da cidade, do estado, e até do país, de acordo com a necessidade das pesquisas que forem iniciadas.

Nosso grupo de trabalho, constituído por filósofos clínicos, educadores, estudantes, pesquisadores e colaboradores, terá reuniões mensais e será responsável pela condução e orientação das pesquisas.

Nossos encontros serão realizados uma vez ao mês, domingo, das 15  às 17 horas, com entrada franca, e os participantes receberão, ao final do Projeto, certificado de extensão.

Responsáveis pelo projeto:

Monica Aiub Filósofa clínica. Graduada em Filosofia e Pós-Graduada em Educação Brasileira pela UNISANTOS, graduada em Música pela UNESP, Especialista em Filosofia Clínica e filósofa clínica pelo Instituto Packter. Mestre em Filosofia pela UFSCAR e doutora em Filosofia pela PUC-SP. Professora da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Dirige o Instituto Interseção. É responsável pela formação dos filósofos clínicos em São Paulo. Presidente da ANFIC – Associação Nacional dos Filósofos Clínicos. Autora dos livros:Como ler a Filosofia Clínica (PAULUS, 2010); Filosofia da Mente e psicoterapias (WAK, 2009); Filosofia Clínica e Educação (WAK, 2005); Para entender Filosofia Clínica (WAK, 2004); Sensorial e Abstrato (APAFIC, 2001), co-autora no livro Amizade, Conhecimento e Equilíbrio Interior (WAK, 2012), e organizadora do livro Conceitos que sentem, afetos que pensam (WAK, 2013). É também autora de vários artigos sobre o tema. Lattes 

Contato: monica_aiub@uol.com.br

César Mendes da Costa - Filósofo clínico. Graduado em Filosofia pela Universidade São Francisco, com Pós-Graduação “lato sensu” em Filosofia Clínica. Fundador da Editora FiloCzar. Professor adjunto do Instituto Interseção. Tem experiência na área de Filosofia, com ênfase no ensino de Filosofia, atuando principalmente nos seguintes temas: filosofia clínica, epistemologia e filosofia da mente. Lattes

Contato: cesar@editorafiloczar.com.br 

 Duvidas e informações: cursos@editorafiloczar.com.br 

 Próximo encontro: dia 06 de setembro - 15horas.
Local: Editora FiloCzar

Rua Durval Guerra de Azevedo, 511 – Parque Santo Antonio – São Paulo

Tels:   (11) 5512-1110 ou 96781-9707

Última atualização em Ter, 01 de Setembro de 2015 00:12  

Formação em Filosofia Clínica 

Cursos de Extensão em andamento

Panorama da História da Filosofia - De agosto a novembro, quintas, das 20 às 22 horas

Introdução à Lógica - De agosto a novembro, quintas, das 18 às 1'9h30 ou sextas das 10 às 11h30

 

Atividades gratuitas

Grupo de estudos Filosofia Clínica e Educação - Sábado, 25 de novembro, das 16h30 às 18h30. Instituto Interseção - Rua Martinico Prado, 26 cj, 25 - Entrada Franca

Café Filosófico-Clínico - Toda primeira terça-feira do mês, das 19h30 às 21h30. Coordenação: Monica Aiub e Vilma Gebara - Espaço Cultural Alberico Rodrigues - Praça Benedito Calixto, 159 - Pinheiros - São Paulo - SP - Entrada Franca.

I Encontro de Filosofia Clínica do Instituto Interseção - Sábado, dia 18 de novembro, das 9 às 18 horas, na UNIBR- São Vicente.


 

Cursos realizados em 2016 e 2017

Filosofia Clínica como o exercício do filosofar - Profa. Dra. Monica Aiub - Sábado, 21 de outubro, das 9 às 16 horas, no Instituto Interseção

Reflexões sobre filosofia e medicina - Contribuições de Charles Sanders Peirce para a questão dos diagnósticos em clínica médica

Foucault e a filosofia clínica: a questão da verdade - Profa. Dra. Monica Aiub

Ortega y Gasset e o nosso tempo - Prof. Dr. José Maurício de Carvalho
Palestra de lançamento do livro Ortega y Gasset e o nosso tempo Palestra de lançamento do livro Minorias: da Sociedade de consumo à sociedade do convívioTranstornos mentais e filosofia clínica
Intencionalidade: uma abordagem a partir do Naturalismo Biológico de John Searle  Introdução à Filosofia da Mente
Por que utilizamos metáforas e como as significamos? Um estudo sobre o texto Expressão e Significado de John Searle
Filosofia Clínica e Educação
A intuição em Bergson A lógica dos diagramas e o pensamento diagramático
 Vivências em Filosofia Clínica
 Deleuze, filosofia e arte: Pensar e sentir a existência Causação mental: Corpo, pensamento e saúde


 Cursos realizados em 2015


Lógica Aristotélica: Um estudo sobre o texto Primeiros AnalíticosNietzsche e a Filosofia Clínica: A questão dos valores
Nietzsche e a Filosofia Clínica: É possível tornar-se?
O problema mente-cérebro: diálogos entre Filosofia da Mente e Filosofia da Neurociência
Introdução às Teorias da Mente
Canguilhem e o conceito de normalidade: um estudo epistemológico
Filosofia da Mente e Semótica: o pós-humano em questão
Tomada de decisão: fundamentos em filosofia, psicologia e neurociênciaFilosofia clínica e filosofia prática: aproximações e distinções
Filosofia Clínica para profissionais da saúdeFilosofia da Neurociência Filosofia da Mente  e Filosofia ClínicaFilosofia Clínica para professores
Introdução à LógicaConhecimento e autoconhecimento em Filosofia ClínicaIntrodução à FilosofiaMediação de LeituraNeuroeducação